Thursday, August 24, 2006

Vivo para surfar. Surfo para viver melhor.

Antigamente eu achava que o mar era muito grande. Na real imenso!
Levava a prancha 6'2 em cima da cabeça, pois os braços eram curtos de mais.
Meu pai ficava observando de longe o caminhando eterno pela estradinha de chão até chegar à praia. O caminho não era muito longe. Apenas uma reta com algumas quadras de distância entre nossa casa e a beira do mar em Canto Grande.
Tempo bom aquele. Tempo em que eu tinha medo de ir até o "fundão" sozinho.
As ondas vinham grandes, muito maior do que no razinho.

O bico da prancha apontava lá na frente e a força não era o suficiente para entrar na onda.
Quando meu pai me empurrava eu ia.. Segurava firme na borda e.. Ihull! Dropava deitado a onda grande e tentava ficar em pé. Que maravilha. Nada de nativão enchendo o saco. Nada de farofeiros para atraplhar.

Cresci. Ganhei força no braço e ia até o "fundão" sozinho. As ondas ainda eram grandes.
Agora mais do que nunca, Guaratuba (infelizmente) passou a ser mais freqüentada do que Mariscal. Os farofeiros ja começavam a aparecer na minha frente.
Meus primos ja pegavam parede. O Celo ainda estava no Morei Booguie!

12 anos se passaram. 7 ou 8 pranchas também. O surf bem mais evoluído. A parede da onda já não é mais um obstáculo a ser ultrapassado.
Lashes e quilhas ganham formato. Agora já pensávamos no tamanho da prancha, pra qual tipo de mar, tamanho, etc.
Os nativos estão espalhados por todos os lados. Gralhando. Guaratuba está mais suja, com ondas menores do que antigamente.
Das bicicletas para os carros. A volta na quadra agora é mais longa. A lombada já não está mais ali. A casa na beira do mar que antes era amarela agora é verde.
Cada um tem seu trabalho, sua vida, seus objetivos.
E aquele famoso sonho de ir pra Indonesia..

Foi realizado!